Volto aqui, tristemente, para relembrar uma matéria publicada neste mesmo espaço em 23 de agosto passado, onde me vali do mesmo título que hoje refaço “ Pobre Estado de São Paulo”, quando escrevi sobre o senador aloísio mercadante, que afirmou reiteradas vezes da tribuna do senado de que não permaneceria na liderança do governo caso o sarney continuasse na presidência da casa (de horrores que o senado é) e que covardemente não cumpriu, quando em resposta aos jornalistas, após um telefonema do presidente Lula afirmou que: “Eu não tenho como dizer não ao presidente”.
Foi muito triste não por ouvir a frase em si, mas por entender o âmago da questão que ela suscita, ou seja, que um político que represente o Estado mais importante da Federação se curve, vergue a espinha para atender ao interesse pessoal, do presidente Lula.
Isto porque e tivesse esta frase dita para atender a um pedido que revertesse em favor da Nação seria crível, mas a foi para atender interesses meramente políticos, o que faz com que seja desastrosa e inconcebível.
Como se não bastasse nosso pujante estado de São Paulo ter um senador deste naipe, sem espinha dorsal, mas com uma espinha de cartilagem, agora vemos o suplicy, simplesmente para atender um pedido da comediante Sabrina Sato, do programa “Pânico”, colocou uma calcinha vermelha sobre as calças do terno que usava e saiu como um super-herói, super-homem, ou melhor, um SUPER-PATETA, andando pelos corredores do senado, vestido desta maneira.
Que vergonha de ser um cidadão Paulista e ter dois senadores desta descompostura, que triste é ser um espectador deste ‘Teatro de Horrores’, que dilacera a consciência, a alma de cidadão e, sobretudo, por nos impor, diante de tristes espetáculos, a ‘incapacidade de indignação’, de atitude alguma tomar e continuarmos impassíveis, como animais sendo conduzidos para o abatedouro, que para ele caminha sem qualquer reação.
Diz um princípio da Sociologia que “minoria ativa comanda maioria passiva”, o que é extremamente grave no momento em que politicamente vivemos, pois se não agirmos para reivindicar nosso direito pessoal, de sermos respeitados como Paulistas, quanto

menos o faremos pelo direito coletivo.
Jean-Jacques Rousseau que viveu nos anos de 1730 em sua obra “Do Contrato Social ou Princípio do Direito Político”, nela assentara que: “Num país bem constituído, todos correm para as assembléias; sob um mau governo, ninguém quer dar um passo para ir até elas, pois ninguém se interessa pelo que nela acontece, prevendo que a vontade geral não dominará, e porque, enfim, os cuidados domésticos tudo absorvem. As boas leis contribuem para que se façam outras melhores, as más levam a leis piores. Quando alguém disser dos negócios do Estado: Que me importa ? – pode-se estar certo de que o Estado está perdido.”
É isto que nos ocorre, pois estamos alheios ao que acontece com nosso Estado e isto é grave, e se não agirmos veremos que passará para gravíssimo, até alcançar o insustentável, e ai não poderemos mais fazer nada, pois o poder de reação já terá se esvaído.
Uma matéria deste teor só pode terminar sendo repetido o título: “Pobre Estado de São Paulo” por ter dois senadores que agem assim, cabendo aqui relembrar a eles o ensinamento de Sócrates, que viveu 400 anos antes de Cristo: “De feito, o rei é eleito para zelar não por seu exclusivo bem-estar, mas pela prosperidade dos que o elegem”.
“Acordemos ! ajamos ! saiamos dessa letargia ! façamos nosso Estado de São Paulo ser respeitado elegendo para o Senado pessoas que saibam entender a grandeza que ele representa não somente no contexto de nosso País mas sim de todas as Nações”.
(fiz questão de colocar os nomes dos “personagens” e do senado em letras minúsculas, para demonstrar que respeito algum me merecem)